quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Recordações *.*

Recordações é o que me invade neste momento. Recordações de quando era criança, de quando comecei a crescer, a ir para a escola, a brincar, recordações da minha melhor amiga, do meu avô materno, da minha avó paterna, recordações do primeiro abraço, do primeiro olhar intenso, do primeiro “Amo-te” dito e ouvido!
São as recordações na nossa vida que por vezes fazem o que nós somos certo? São os momentos agressivos, de violência sofrida ou presenciada que nos tornam agressivo certo? São os momentos de felicidade e aventura que nos tornam alegres e destemidos certo? São os momentos em que dizem “És feia” ou “És linda” que nos tornam inseguras ou convencidas certo? Quem não tem momentos que quer recordar porque os acha perfeitos ou até mesmo quem não tem momentos que prefere esquecer e eles retomam a nossa mente como se nos quisessem por em baixo?
Hoje recordei a forma e o porquê de me ter apaixonado pelo Pedro, não foi pelos olhos lindos ou pelo ser lindo, mas sim pela forma como me conseguia conduzir a uma calma e a uma alegria que me invadia. Essa calma e alegria invadiam-me sempre que estávamos juntos e sempre que ele me dizia e diz o quanto gosta de mim ou o quanto eu sou fofinha para ele. Depois disso houve um sentimento que me invadiu, a paixão! Apaixonei-me pela forma como ele me fazia rir, como me fazia corar, como me abraçava, como me olhava e falava, atualmente apaixono-me todos os dias por ele pela forma como ele me fala, me abraça, me dá a mão, me faz corar, me olha intensamente e me diz “Amo-te”. São todos estes motivos pelo qual eu me apaixonei e apaixono-me por ele sem medos e são estes motivos que eu quero recordar sempre, desde o primeiro dia em que estivemos juntos até ao dia de hoje :)

Hoje recordei também o meu avô, como ele me falava e fazia entender as coisas mais simples da vida, como gostava de andar no meio das plantas, como gostava que eu falasse com ele, fizesse puzzles ou até mesmo o ajudasse em vários aspetos. Recordei momentos em que estivemos tão perto que cheguei a chorar com ele, recordei momentos em que rezava com ele quando a minha avó estava no hospital, recordei momentos em que ia com ele ao centro de saúde, tudo porque gostava de fazê-lo feliz!  Sempre lhe fui muito próxima, talvez dos netos mais próximos, pois passava os meus dias com ele, nas férias era com ele que estava durante o tempo de aulas também. Infelizmente já nada é igual, mas estou-lhe eternamente grata por tudo o que aprendi e fiz com ele. 
Recordar é crescer e é viver mesmo sendo do passado são momentos que nos alegram ou entristecem, mas são e serão sempre recordações!